
Castigo
Vida que te quero bem,
Saudades do nada do absurdo,
Das convenções às vezes ridículas, mas necessárias.
Do amor que ficou lá atrás, na infância de menina moça.
Saudades de alguém perdido por ai, pelo tempo,
De uma amiga que não te liga, e que você não liga mais,
Porque cansou de procurá-la.
Às vezes a gente não vale nada,
Seria melhor costurar a boca com a linha do tempo,
Tapar os ouvidos com a mão da culpa,
Fechar os olhos com muita intenção e precisão,
Tapar a narina para não sentir o cheiro bom,
E perder o tato
Para não sentir o calor do amor impossível.
Muito castigo junto, mas talvez precisemos disto,
De uma punição,
De uma sacudida.
O tempo envelhece e não emenda,
Deixemos a saudade de lado,
Olhemos para frente,
Vejamos o agora,
O amanhã esta por acontecer,
Não se puna neste castigo,
Porque o passado já era.