Castigo

Vida que te quero bem,

saudades do nada do absurdo,

das convenções às vezes ridículas,

mas necessárias,

do amor que ficou lá atrás,

na infância de menina moça.

Saudades de alguém perdido por ai, pelo tempo,

de um amigo(a) distante.

Às vezes temos que parar e pensar,

seria melhor costurar a boca com a linha do tempo,

tapar os ouvidos com a mão da culpa,

fechar os olhos com muita intenção e precisão,

tapar a narina para não sentir o cheiro bom,

e perder o tato

para não sentir o calor do amor impossível.

O castigo as vezes necessário,

mas talvez precisemos disto,

de uma punição,

de uma sacudida.

O tempo envelhece e não emenda,

deixemos a saudade de lado,

olhemos para frente,

vejamos o agora,

o amanhã esta por acontecer,

não se punir neste castigo,

porque o passado se foi,

mesmo que tenha tenha deixado grandes lembranças,

ou até grandes saudades...

Passou...